sábado, 18 de setembro de 2010

Amo-vos!

Aeroporto Francisco Sá Carneiro, 18/09/10

Socrates, menos...

Hoje finalmente decidi dedicar-me ao site da Segurança Social e preencher a Prova de Rendimentos para que não me cortem o Abono de Família, aquela fortuna de 22 Euros e qualquer coisa que me depositam na conta todos os meses... Apesar de estar no escalão 3 e receber o mesmo que o filho de qualquer milionário, caso não preencha o questionário o Abono de Família é suspenso. Caso minta (sim, porque eles já sabem as respostas) é suspenso também durante 2 anos.

Ora bem, temos algumas questões de respostas simples,e só escolher sim ou não. Depois passamos aos bens Imobiliários e Mobiliários. 1º eu não vou mandar avaliar a casa para saber quanto é que ela vale, faria-o eventualmente se a fosse vender, 2º eu não faço ideia qual era o saldo da minha conta bancária em 31/12/09. Não sei qual é o saldo hoje, quanto mais passados 9 meses... Deve ser aquilo que qualquer cidadão faz dia 31 de Dezembro antes de estourar o champanhe e comer as uvas, vai ao MB e tira o saldo.

Senhores Governantes, ganhem juízo, acabem com o Rendimento Mínimo Nacional para os malandros que não querem trabalhar e devolvam a isenção e os medicamentos gratuítos aos idosos e doentes crónicos, claro está, aos que não podem pagar por eles. Aproveitem e criem postos de trabalho para fiscalizarem estas situações, assim quem tem de pagar paga, e quem não pode pagar tem acesso a cuidados básicos de saúde.

É vergonhoso o estado da Nação, só me apetece mudar de país e dizer ao Sr. Primeiro Ministro que pegue nos 22€ de Abono de Família da minha filha e os coloque onde melhor lhe aprouver...

Para quem não tem de prestar provas e se quiser divertir clique aqui. Sim, porque ou eu hoje acordei muito burra ou não vou conseguir responder a estas questões sem gastar dinheiro e pagar imposto de selo. Sinceramente, não me está a apetecer.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Está quase...

Ponto da situação: no caos que se instalou na minha humilde residência já consegui limpar o chão, arrumar a cozinha e passar metade da roupa a ferro (o que inclui 3 t-shirts do marido e 1 pijama). Claro que com as duas pestes que coabitam comigo há uma grande probabilidade de amanhã por esta hora estar tudo sujo e desarrumado de novo... Como diz alguém que eu conheço "oh bida!"

Agora vou ver se durmo, porque daqui a poucas horas tenho de tirar a Íris da cama, leva-la ao infantário, levar o cão à rua, arranjar a marmita e fazer-me à estrada a rezar para não apanhar nenhuma multa.

Está quase lindo, como vês, eu dou conta do recado, mais ao menos, mas dou!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lixeira a céu aberto no centro do Porto


Para não variar, temos mais um episódio caricato da nossa sociedade e que relata a Educação Cívica das "pessoas de bem" a quem tenho que identificar como vizinhos. Devido ao adiantado da hora, vou apenas citar o e-mail que enviei a algumas entidades e onde, sem aparvalhar muito, explico o que se passou.

Boa noite,

Hoje pelas 21h desloquei-me à janela visto estar o alarme de um carro a tocar, poderia ser o do meu. Deparei-me com um indivíduo a despejar mobiliário e electrodomésticos junto ao contentor no lixo. Chamei-o à atenção de que haviam locais próprios para aquele tipo de lixo e de que provavelmente o contentor estaria menos de meio sendo possível colocar os sacos no seu interior. Amargamente obtive a resposta de que não tinha nada a ver com o assunto e que o lixo se coloca no lixo.

Ora não tenho nada a ver com o assunto não é bem assim, como ilustram as fotos que envio em anexo, o passeio ficou completamente ocupado pelo lixo deixado. Amanhã de manhã estarão carros estacionados em frente ao lixo e terei que passar pelo meio da rua com uma criança de 2 anos visto que não tenho outro acesso ao prédio. Moro na Rua Dr. Mário Vasconcelos de Sá no nº 219, onde o dito passeio termina, este lixo foi deixado entre os nºs 197 e 217 da mesma rua, ora para aceder ao prédio só mesmo pelo meio da rua, porque o passeio está totalmente ocupado. 

Contactei o nº geral da PSP visto ser habitual haver dúvidas quanto à rua ser da alçada da Esquadra de Cedofeita ou do Carvalhido, transferiram-me para a 13ª Esquadra, onde fui informada de que para apresentar queixa teria que saber o nome da pessoa ou morada completa. Que novidade! Solicitei orientação para obter ajuda e indicaram-me que o melhor seria contactar a Polícia Municipal do Porto. Contacto feito e a mesma resposta. Mas afinal onde é que nós vivemos? E tomar conta da queixa? Identificar a pessoa que está ao telefone? Enviar alguém ao local para tomar nota da ocorrência? Peço desculpa se me estou a meter no trabalho dos outros, mas no meu entender as Forças de Segurança servem para assegurar o bem estar dos cidadãos e auxiliar no que necessário. Foi o que aprendi em casa e na escola: "Quando precisares de ajuda por algum motivo, se vires um polícia é a pessoa indicada para pedir..." Ou as coisas mudaram assim tanto? 

Se não me puderem fazer mais nada, ao menos enviem o pedido da recolha deste tipo de lixo assim que possível. Este e-mail será enviado para a PSP, Polícia Municipal do Porto, Gabinete de Apoio ao Munícipe, AMP e SUMA, pois foram as entidades que me pareceram poder ajudar. 

Cumprimentos,
Paula Fernandes
Vista do nº 197 da Rua Dr. Mário Vasconcelos de Sá

Vista entre nº 197 e o nº 217 da Rua Dr. Mário Vasconcelos de Sá
Vista do nº 217 da Rua Dr. Mário Vasconcelos de Sá


domingo, 12 de setembro de 2010

Saudades

Para a semana a esta hora já não devo estar sozinha e lacrimejar em frente ao PC enquanto vejo vídeos de animais ou crianças... Esta coisa da maternidade torna-nos umas piegas, gritamos com eles, damos umas valentes palmadas porque nos levam à loucura, depois quando eles acalmam e nos sentamos e ver as desgraças do mundo a fortaleza desmorona-se e choramos que nem bebés...

Sempre me senti uma pessoas muito sozinha, apesar de estar sempre acompanhada, acho que daí o meu grande amor pelos animais, esses seres eternas crianças, que nos amam incondicionalmente... A única altura em que não me senti só foi quando carregava a minha bebé na barriga, ali protegida de tudo e de todos e comigo 24h por dia. Mas eles crescem tão rápido, tornam-se tão independentes que a sensação de presença dura muito pouco.

Daqui a uma semana por esta hora o meu amor já está cá, com sorte já estivemos com a família e já somos novamente os 3, ou melhor, 4, sim, porque como ele disse antes de partir: "...quando eu voltar seremos 4." Porque o meu cão faz parte da família. Não quero excluir o peixe, mas esse de facto, é um ser vivo, mas não me faz grande companhia...

As saudades apertam, mas está quase, uma semana de trabalho passa num instante e logo a seguir chega o meu Amor, até lá tenho montes de preparativos, eu cá me arranjo com que me distrair, já faltou mais...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A festa de aniverário da Ritinha

Hoje, ou seja, ontem, foi o aniversário da Ritinha. A Ritinha é 6 meses mais nova que a Íris, filha única de pais filhos únicos, ambas são muito possessivas e para tristeza minha e da Sónia não se davam muito bem. Desde o Festival Panda ficaram amigas. A Rita ficou mesmo louca, com a Paula e a "Ía" e a Íris nunca mais esqueceu o popó da "Xonhia"...

Fiquei toda contente com o convite, aceitei logo, fui tratar da prenda e de repente, ups! - Eu não conheço ninguém... - Pânico! Era uma festa familiar, a roupa não me caiu como eu queria, o cabelo, que decidi pentear estava em dia não, a Íris acordou com as galinhas, enfim, o filme de todos os fins-de-semana... Já saí de casa com o "toco", perdi-me no caminho, o meu GPS mais uma fez deixou-me ficar mal, a porta não abria, um filme de terror, socorro!!


Mas aos poucos começaram a aparecer caras familiares do passado, é verdade, eu já conhecia quase toda a gente, não os via sei lá desde quando, mas afinal a casa não estava povoada de estranhos... Lá me fui acalmando, a Íris colaborou e encantou, a Ritinha estava radiante, apesar de não ter achado grande piada ao facto de a Íris lhe desarruma o quarto todo, deixou-a brincar com o avião fantástico, que juro que se a Íris fosse mais pequena, ou o avião maior eu ia comprar um igual... A comidinha caseira até fazia lembrar quando nós éramos crianças e as nossas mães faziam um monte de coisas boas para as nossas festas, que recordação tão boa, e que saudades de ser pequenina...


Quando cantamos os parabéns a Íris desatou num pranto, já era cansaço, sono, muitas emoções para gerir, e sinceramente, acho que as festas de aniversário a fazem lembrar do pai e por isso ela chora, não sei, ela não demonstra muito, mas claro que sente a falta do pai, fica tão contente quando ele chega de férias, e sempre que vê um avião aponta e diz "vião, papá..."


Ainda tentei que ela comesse bolo, mas sem sucesso, saí de fininho e pedi à Sónia que se despedisse por mim, ainda tinha que ir aos meus sogros e estávamos as duas exaustas... E assim, ao final do dia o domingo voltou à sua rotina normal. Amanhã, ou seja, daqui a bocado, começa mais uma semana de trabalho e eu em vez de dormir, claro, estou de computador portátil no colo, deve ser falta de marido, porque não me falta o que fazer...


Claro, que depois de um dia tão agitado, a minha bebé linda aterrou, e Deus queira que se mantenha assim até amanhã de manhã, porque, decididamente, eu preciso de dormir 5h.

sábado, 4 de setembro de 2010

A verdadeira pose de artista...

Ela é assim, fazer o quê?

Eu só gostava de saber o que é que a minha filha toma para ter esta energia toda, o dia todo, a mim chegava-me tomar metade...


Sim, acidentalmente comprei umas sapatilhas das que piscam, foi a loucura total, esteve mais de 1h a saltar e a bater com os pés no chão. Depois voltou ao estado normal, o do vídeo...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Coisas minhas...

O meu amor anda cheio de trabalho, já nem tem tempo de ler o meu blog, eu para não variar ando a cair de sono, hoje é 6ª feira temos mais um fim-de-semana non stop, 48h de Íris a bombar...

É a vida, vou acordar a minha pequenina que já são horas, amanhã aposto que me tira da cama às 7h, é o costume ao sábado.

Saudades, tantas!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Adivinha quanto eu gosto de ti

"A pequena lebre cor de avelã, que ia deitar-se, agarrou-se firmemente às longas orelhas da grande lebre cor de avelã. Queria ter a certeza de que a grande lebre cor de avelã estava a ouvi-la:
- Adivinha quanto gosto de ti. - disse ela.
- Oh, não sei se sou capaz de adivinhar isso! - disse a grande lebre cor de avelã.
- Isto tudo! - disse a pequena lebre cor de avelã, esticando os braços para os lados tão longe quanto podia.
A grande lebre cor de avelã tinha os braços ainda mais compridos.
- Mas eu gosto de ti isto tudo! - disse.
Hmmm… Isso é muito, pensou a pequena lebre cor de avelã.
- Gosto de ti tão alto quanto consigo alcançar! - disse a pequena lebre cor de avelã.
- Eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo alcançar. - disse a grande lebre cor de avelã.
Isso é mesmo muito alto, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera ter braços assim. Então, a pequena lebre cor de avelã teve uma boa ideia. Fez o pino e chegou com os pés ao tronco da árvore.
- Gosto de ti até à ponta dos meus pés! - disse.
- E eu gosto de ti até à ponta dos teus pés! - disse a grande lebre cor de avelã, balançando-a no ar.
- Gosto de ti tão alto quanto consigo saltar! - disse a pequena lebre cor de avelã rindo e saltitando.
- Mas eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo saltar. - sorriu a grande lebre cor de avelã e saltou tão alto que as suas orelhas tocaram nos ramos da árvore.
Que belos saltos, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera conseguir saltar assim.
- Gosto de ti por aquele caminho abaixo, até ao rio. - gritou a pequena lebre cor de avelã.
- Gosto de ti até depois do rio e das montanhas! - disse a grande lebre cor de avelã.

Isso é muito longe, pensou a pequena lebre cor de avelã. Já estava tão ensonada que mal conseguia pensar. Então, olhou a grande noite escura por entre os arbustos. Nada poderia estar tão longe quanto o céu.

- Gosto de ti até à Lua. - disse, fechando os olhos.
- Oh, isso é longe - disse a grande lebre cor de avelã - Isso é mesmo muito longe.

A grande lebre cor de avelã deitou a pequena lebre cor de avelã na sua cama de folhas. Inclinou-se sobre ela e deu-lhe um beijo de boas-noites.
Então, deitou-se bem perto e sussurrou com um sorriso:

- Gosto de ti até à Lua… e de volta até à Terra."
 
Por Sam McBratney