sábado, 12 de abril de 2014

Aquele 6º sentido...

Hoje de tarde fui com a miúda participar numa actividade no Mercado Bom Sucesso. Depois de umas 10 voltas ao perímetro encontrei um lugar para estacionar e, como é habitual, um arrumador (sim porque técnicos de estacionamento só há em Campanhã). Eu até dava uma moeda ao rapaz, mas a verdade é que não tinha nenhuma. Ainda por cima tinha compras na mala e precisava de lá ir buscar uma saca para a dita actividade... lá fui discretamente à mala, remexi a carteira e disse-lhe que não tinha moeda, mas que daria na volta.

Algo me dizia que o carro não estava seguro ali, como ainda tinha tempo fui lanchar a uma padaria em frente, nós íamos ao sitio na cidade do Porto onde há a maior concentração de coisas boas por metro quadrado, mas o meu 6º sentido disse-me que era melhor lanchar ali. Sentamos-me junto à janela, dali via o carro e o rapaz. Distrai-me com a miúda e deixei de ver o rapaz. Um alarme começa a tocar, que surpresa, era o do meu carro... a miúda engoliu o sumo, pegou no pão e lá fomos. 

Cheguei ao carro e lá estava o rapaz como se nada fosse à espera de carros. Questionei-o sobre o que se tinha passado e limitou-se a dizer que não tinha visto nada. Desliguei o alarme, meti a miúda no carro, e fui ao local para onde deveria ter ido assim que cheguei, o parque do Shopping Cidade do Porto.

Eu não gosto de julgar ninguém, mas o meu carro tem mais de 10 anos e esta foi a 2ª vez que o alarme tocou, é daqueles que só toca com abertura de portas ou tentativa de abertura de portas, sendo que a única porta que tem fechadura é a da mala. 

Fica o aviso, até pode ter sido o vento, o autocarro que passou ou obra e graça do Espírito Santo... Paguei cerca de 3€ por pouco mais de 1h mas ao menos estive descansada.



sábado, 5 de abril de 2014

"Ele ama-me!"

Depois de um longo dia, sim longo, daqueles que parecem dois já estava em modo piloto automático. 

Hoje, sábado, levantei-me ainda mais cedo do que o habitual, e debaixo de uma chuvinha infernal, que teimava em cair sempre que eu saia à rua, levei a Piolha a assistir a uma aula de violoncelo (que passou a ser o seu instrumento favorito), esqueci-me de lhe dar o antibiótico, levei-a à loja da Disney, levei-a à natação... isto só de manhã.

De tarde, porque sim, eu gosto de ir a eventos, fomos ao Oporto Kids Market. Ora a seguir ao almoço eu e ela já acusávamos algum cansaço, e eu sem tomar café, carregada com casacos, guarda-chuvas, lanche e uma capa de actividades (que era suposto ter ficado no carro) ela com o mau feitio de qualquer criança que está cansada e devia ter dormido 5 minutos.

Não satisfeita das façanhas do dia, decidi a caminho de casa ir ao Shopping Cidade do Porto comprar o lápis de escrita, que ela insistia em me lembrar que precisava para a escola e a seguir, só porque estava ali, ainda fomos lanchar ao Mercado Bom sucesso. Sim, eu sou doida, masoquista e sei lá mais o quê, mas eram 18:30 consegui tomar o meu segundo café do dia (sim, só tomei dois cafés hoje, e neste momento já entrei em modo zombie).

Isto tudo para dizer que na rotina do deitar eu estava 99% off, mas ainda com consciência de mãe consegui dizer: - Anda cá por pomada nessa borbulha que tens na cara.

Blá, blá, blá, ela falava e falava, aquela criança fala como eu nunca vi, nem nos meus tempos áureos de não me calar um minuto eu fui assim, ela não se cala um segundo. Estou eu de fucidine na mão a besuntar-lhe a cara e ouço: - Ele ama-me!

Trim, trim, tinoni, bem, café duplo, ouço sirenes na minha cabeça: - Repete lá isso...
- Então mamã, o João C estava-me a chatear e sempre a dizer: - Tens uma borbulha na cara. Eu chateei-me com ele. O Francisco nunca me chateia porque ele ama-me!

E pronto, 6 anos e 38 dias, sem um dente de leite e com as baterias no máximo ela tem tanto de talento como de mau feitio, tanto de bonita como de chata, e agora além de mim (do pai e restantes familiares próximos) sente-se amada por um pirralhito amoroso que tem tanto de inteligente como de mal comportado. Casal perfeito. E eu preciso de uma bebida forte para digerir tudo isto.