segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Vamos lá deixar de insultar o Sócrates e por os pontos nos "i's"

Estou farta do estado deste país, já me fartei aqui e em outros locais web públicos de insultar o Sócrates, mas começo a achar que a culpa não é dele, nem dos parvalhões que votaram nele. A culpa é da cambada de gente preguiçosa que vive às custas de que trabalha.

Estou furiosa, é verdade, e isto merece denúncia pública, mas aqui a burra vai mandar umas postas de pescada na net e se calhar a coisa até fica por aqui... Eu vou descrever uma série de acontecimentos que parecem ficção, mas são a pura verdade, pois passaram-se comigo.

Como é do conhecimento da maioria das pessoas que lêem o meu blog eu no dia 19 de Novembro tive um acidente de carro, acontece, apanhei óleo, ninguém está livre... Quando cheguei à oficina de reboque, sim, porque o reboque chegou mais rápido que o táxi, aconselharam-me a ir à esquadra fazer participação do acidente pois iria tratar-se de uma reparação cara e o despiste havia sido provocado pelas más condições do pavimento.

Aqui a menina bem mandada, meteu-se no táxi, que chegou entretanto, e foi à esquadra. Logo aqui primeiro entrave: "isso não vai dar em nada, tinha de ter chamado ao local, ali há todos os dias acidentes porque as pessoas entram com muita velocidade na curva, vai perder o seu tempo, eu saio daqui a 5 minutos..."

Esta ultima frase, "eu saio daqui a 5 minutos" fez todo o sentido por cima das anteriores. Mesmo assim exigi fazer a participação, pois é um direito que me assiste e aleguei que também saio muitas vezes depois da hora e nunca disse a nenhum cliente: "despache-se lá porque eu saio daqui a 5 minutos"!

Ora o PSP muito contrafeito entregou-me um formulário de participação de acidente e pediu-me os documentos. "Ora escreva aí o que é que aconteceu, assine onde tem a cruz e deixe ficar que eu 2ª feira preencho o resto, depois vai ligar na 3ª feira para a esquadra de Custóias para saber o número do processo e a seguir vai à Divisão de Trânsito de Matosinhos pedir uma fotocópia, mas não vai dar em nada, nem tem testemunhas nem nada..." 

Eu já furiosa escrevi o que me ocorreu, agradeci da forma educada que me ensinaram e saí. 

3ª feira lá liguei para a esquadra a dizer o que pretendia ao que me perguntaram em que dia foi, "6ª feira respondi", "isso já me disse minha senhora, mas que dia foi isso?" A PSP não tem calendários? Adiante...

Hoje saí de trabalhar às 15h para ir à Divisão de Trânsito e em seguida à Câmara Municipal de Matosinhos, visto que já tenho o carro arranjado e a factura do mesmo, dado obrigatório, tal como a participação do acidente para apresentar reclamação.

O Agente simpático que me atendeu, com idade para ser meu pai, e certamente daqueles que andou à bastonada aos estudantes da Geração Rasca quando decidimos mostrar o cu à Ministra da Educação, sorriu e disse-me: "Menina, vai ter de vir cá amanhã, já fechei a secretaria." Olhei para o relógio, eram 16h15. Ao meu ar de espanto o Sr. Agente acrescentou: "Sou eu que trato disso, se tivesse chegado até às 15h55 ainda lhe fazia o jeitinho, agora já passa da hora."

Bem, fiquei em estado de choque, antes de começar a tratar o homem de quanto de mau havia para dizer, aleguei humildemente: "Sabe, eu saí de trabalhar às 15h em Santo Tirso, está a chover e há um grande acidente na via rápida, estão lá os seus colegas todos, ainda nem almocei..." E o estupor, porque não quero insultar a mãe do homem, riu e respondeu: "Sabe, nós estamos abertos à hora de almoço, passe cá amanhã."

Merecia ou não merecia que lhe fosse às trombas?! De que é que me serve que eles estejam abertos à hora de almoço se eu não posso ir lá a essa hora? Dá vontade de dizer: "Vai gozar com o caralho, reforma-te e deixa trabalhar quem quer!"

Não satisfeito ainda me disse que a Câmara estava aberta até às 17h, que podia passar por lá, claro que sem a participação do acidente não serve de nada... Eu acho que já me devias estar a espumar de raiva porque o simpático agente acompanhou-me à porta. 

Amanhã de manhã tenho uma consulta, se der tempo, vou a Matosinhos tratar do assunto. Ao lado da esquadra tem uma loja chinesa, aproveitei para comprar um guarda-chuva, esses sim, trabalham, coitados e é por isso que estão por todo o lado. Antes de entrar no carro parei no primeiro café que encontrei, decidi comer antes que me desse qualquer coisa. Pedi uma meia de leite morna e meia torrada. Escusado será dizer que a meia de leite estava a escaldar e a torrada fria...  

E não, eu não sou uma coitadinha a quem tudo acontece, nem uma maluquinha que decidiu revoltar-se contra tudo e todos, sou apenas mais uma peça da "Geração Rasca" que faz das tripas coração para viver neste país de merda que nós temos. Desculpem-me o palavreado menos correcto, mas se as palavras já constam no novo Dicionário de Português da Porto Editora, causando grande celeuma nos papás que, até tiveram tempo de antena no Telejornal, também podem ser colocadas on-line.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pelos que não se calam!

Em dia de Greve Nacional recebi a carta que passo a citar por email:

Manuel Monteiro Matos
Rua da Gandra, 90 hab 24-G
4445-122 Alfena
Bilhete de Identidade nrº 5810608
Contribuinte nrº 158608232


Assunto: Pagamento de Passagens na Ex-SCUT de Alfena

Exmos. Senhores,

Sendo morador em Alfena e trabalhando no Porto, utilizo, como sempre utilizei, o seguinte trajecto: Porto-VCI-A3-A42-Alfena, sendo o regresso feito em sentido inverso utilizando as mesmas vias.
Não vou dissertar agora no facto de que Vas. Exas. me estão a cobrar a utilização de uma via que foi construída com os meus impostos e com as verbas provenientes da União Europeia, porque esse infelizmente é assunto ultrapassado pelas Leis abusivas deste País.

Vas. Exas. em conluio com os (des)governantes deste País, não prestam nenhum serviço... disponibilizam uma determinada estrutura (estradas) que caso queiramos utilizar terão que ser pagas, mas como vocês, pobrezinhos, ganham pouco e não têm dinheiro para criar postos de trabalho, não disponibilizam nenhum funcionário para receber o que devo no fim da utilização desses serviços...

Assim, de acordo com a leitura sobre as diversas formas de pagamento, cheguei à conclusão de que não vou comprar nenhum dos dispositivos que Vas. Exas. têm(??) à venda, nomeadamente o DECP, o DEM ou o DT, uma vez que tal não faz sentido!

Desgraçadamente, mesmo que quisesse adquirir uma dessas máquinas registradoras, as mesmas encontram-se esgotadíssimas.... porque se calhar vos dá jeito cobrar os "serviços administrativos" que são um autêntico roubo.

Então EU é que compro o dispositivo da v/ cobrança?? Isso tem tanta lógica como ir a um café, pedir umas águas que custam 0,80¤ e cobrarem-me 0,90¤ sendo que os 10 cêntimos a mais são como contribuição para o café ter comprado a sua máquina registadora..... NÃO FAZ SENTIDO!!!

Atentem nesta "JÓIA" exemplificativa de autêntica extorsão: No trajecto A3-Alfena, utilizando cerca de um quilómetro da A42.... o valor da passagem são 0,20¤ e o valor do serviço administrativo são.... 0,30¤  !!!!!! É para RIR???? então o custo administrativo é superior ao custo do Serviço??? Vão gozar com o c..........lho!!!!!!

Posso realmente fazer o pagamento postecipado, conforme foi divulgado por Vas. Exas., mas.... dou o exemplo concreto de um pagamento que efectuei e do qual junto cópia: No passado dia 21-10-2010 fui a uma Payshop e o recibo total foi de 5,02 Euros... sendo que esta verba diz respeito às parcelas de 2,60¤ de custos de portagem e... 2,42¤ de CUSTOS ADMINISTRATIVOS!!!!! 93% de aumento!!!!!



AINDA POR CIMA, O REFERIDO RECIBO NÃO IDENTIFICA OS LOCAIS EXACTOS DAS PASSAGENS NEM AS HORAS... NADA! Como eu utilizo uma viatura da Empresa onde trabalho, acabo por não ter forma de justificar se os recibos são referentes a utilizações particulares ou em serviço da Empresa....

Verifico ainda que, quando termino a passagem das Ex-Scut, no respectivo local, não tendo ninguém para me cobrar a passagem, nem sequer tenho UM LIVRO DE RECLAMAÇÕES!!!!!

Não me venham dizer que tal livro está ao meu dispôr na VIA VERDE ou em qualquer uma das Lojas existentes neste País..... Porque qualquer Empresa onde eu vá, tem Livro de Reclamações nas suas filiais, não me mandam para a SEDE a reclamar....

Tenho o Direito de reclamar no local onde me foi prestado o Serviço, não sou obrigado a deslocar-me para o fazer!!!!!

Ainda por cima, com tantos nomes nas estradas, nem sei se estou a utilizar um serviço da Ascendi, da Brisa ou de qualquer um dos outros Exploradores de cidadãos deste País.... pelo que nesses casos podiam sempre dizer "Ah! coisa e tal.... a sua reclamação não é para a Brisa... é para a Ascendi.... ou é para não sei quem.... olhe, pague e não bufe...."

Face ao exposto, considerando que a inexistência do Livro de Reclamações no Local onde o Serviço me é prestado; considerando tambérm que não tenho que suportar os custos das v/ máquinas de registos; considerando ainda um abuso que seja eu a pagar uma comissão de 93% ao payshop que se substitui a vocês para efectuarem a v/ cobrança que, lembro, não fizeram porque não estavam presentes no respectivo local quando eu passei e quis pagar....

Vou continuar a utilizar a ex-scut em questão, sendo certo que aguardarei que no respectivo local esteja alguém da v/ Empresa! se isso não acontecer, QUERO utilizar o respectivo Livro de Reclamações (podem pendurar no último poste antes da saída para Alfena, é uma sugestão...). CERTO mesmo, é que não pagarei mais multas (custos administrativos, comissão do Payshop, ou outro nome que lhe queiram dar), por não efectuar o pagamento atempadamente por CULPA VOSSA!!!

MALDITOS PORTUGUESES, REBANHO DE CORDEIROS: NINGUÉM TEM UNS PNEUS QUE ME EMPRESTE PARA QUEIMAR NA SAÍDA DAS SCT'S?????  NINGUÉM RECLAMA? TODOS FALAM E NO ENTANTO PAGAM E CALAM??? PORTUGAL TEM MESMO O QUE MERECE.........



Dava-lhes os meus cumprimentos, mas só se fosse ao murro seus f.p.
Manuel Monteiro Matos

Obrigado Manuel Monteiro Matos, pela forma como foi feito o protesto, será divulgado!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Será que ainda é muito cedo?

Para ti, meu amor, para que quando chegues a casa esteja tudo pronto... (quero ver até lá se tenho que mudar de sitio por causa dos gulosos cá de casa)

sábado, 20 de novembro de 2010

O Pai Natal já não é o que era...

Quando eu escrevi a carta ao Pai Natal em que referia duas consolas de jogos, um iphone4 e um Honda Jazz, estava a querer dizer que gostava de todas essas coisas mas que ficava contente com a consola de jogos. O velho barbudo entendeu mal e hoje espatifei o meu carro. Fiquei fula, agora tenho uma factura de 1548.81€ que irei pagar assim que esteja pronto, o que espero que seja breve e reduzi grandemente a possibilidade de receber o presente que queria...

Obrigadinha Pai Natal, vou continuar a portar-me bem... (o tanas!)

Dá para notar pelos vestígios da berma que têm havido poucos acidentes no local...

A minha sorte é que eu ia devagar...

sábado, 13 de novembro de 2010

Querido Pai Natal...

Eu já não tenho idade para acreditar no Pai Natal, mas como não acredito que mais ninguém me dê o que pretendo cá vai:

Este ano portei-me muito bem, cumpri com as minhas tarefas e fiz poucas birras, como tal acho que mereço algumas prendinhas no sapatinho (eu tenho os pés grandes, por isso cabem...). Como se trata de equipamento hitec e sei que já estás velhote vou deixar-te as fotos. 

Um beijinho muito grande, espero-te de 24 para 25 de Dezembro,
Paula

Ou:
Também gosta gosto:

E a Cereja no topo do bolo: (podes por só as chaves no sapatinho...)


PS - Vou esperar sentada a ver se logo me sai o totoloto, porque com a crise que para aí anda estes brinquedos vão ser comprados por muito boa gente que anda a receber o rendimento mínimo, mas a mim não me deve tocar nenhum...

(Zé, não cometas loucuras, a carta é para o Pai Natal, não é para ti!!)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os caminhos da felicidade...

Hoje a seguir ao telejornal, no programa Linha da Frente o tema era "os caminhos da felicidade" e realmente é difícil entender o que é ser feliz. 

Aqui mostram um humilde pastor que ganhou o segundo prémio do euromilhões e ao receber a notícia perguntou se chegava para uma concertina. Falam de um professor de surf que deixou tudo para viver para as ondas. Entrevistam pricoterapeutas, lideres religiosos, um padre...

Falam de uma família de refugiados a viver em Portugal. De uma família que trocou o bulício da cidade pela paz do campo, da terra e animais. Entrevistam Marina Cruz e mostram-na a compra um par de sapatos que custa mais de 300€...

Agora até medem a felicidade como se mede o PIB e desenvolvem terapias para elevar a felicidade no local de trabalho. Eu gostei especialmente da expressão: "temos uma toxicodependência da lamuria" para descrever o povo português.

A conclusão a que todos os dias chego é que somos felizes quando fazemos o bem, e somos felizes ao faze-lo, não porque nos prometeram uma melhor vida no além se fizermos o bem nesta, mas apenas porque nos faz feliz faze-lo...

Quanto ao homem mais feliz do mundo e os estudos científicos, bem, se eles são felizes fico feliz por eles... 

Eu sou feliz cada vez que vejo um sorriso puro e um brilho num olhar. Não é fácil, mas ainda se encontram momentos de pura felicidade e esses dão sabor à vida. Pelo menos à minha!

A ser feliz!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que não me mata torna-me mais forte...

"Pronto, mamã, não chora, já passou..." - Foi assim que a minha bebé me chamou de novo à realidade, pois eu chorava com ela nos braços embrulhada numa toalha em vez de a secar e de a vestir. Por muito que eu tente estou a seguir o caminho que os meus pais seguiram comigo e isso não me agrada...

Um feriado em família é sempre um dia complicado, especialmente quando essa família não se entende. Mesmo assim, tentei, fui com os meus pais e a minha bebé a casa dos meus tios, levei eu o carro, apesar das críticas constantes à minha condução, chamei à atenção inúmeras vezes pelo uso de palavrões em frente da menina, aguentei tudo.

No fim do jantar deu uma reportagem sobre uma senhora vítima de Alzimer, e que, aos 51 anos está totalmente dependente da família, com 3 filhos entre os 17 e os 22 anos, como muitos neste país é mais um caso prioritário nas imensas listas de espera para internamento numa instituição capaz de dar apoio permanente. É um caso raro na idade em causa, mas que, segundo o Neurologista que a acompanha, irá terminar em estado vegetativo.

Para não variar, lá fiquei de lágrimas nos olhos, fiz grande esforço para ouvir, tendo constantemente de aumentar o volume, pois ninguém respeita o facto de eu querer ver 15 minutos de televisão, e no fim ainda tive de contar ao meu pai que esteve o tempo todo em frente à televisão, mas não prestou atenção, o que se passou... Enfim!

A seguir a Íris decidiu fazer uma birra, e há coisa que eu tenho tentado vincar fortemente, eu é que sou a mãe, posso estar errada, mas na minha presença eu é que mando e se eu digo não, é não e acabou. Claro, mais uma discussão, lá veio a miúda a chorar para casa e a esta hora aposto que ainda estou a ser insultada valentemente por ser uma péssima mãe... 

De facto, há alturas em que penso que sou uma péssima mãe, especialmente quando cometo os mesmos erros que cometeram comigo. A Íris tem tudo o que o dinheiro pode comprar, só não tem mais porque não cabe cá em casa. Come tudo quanto e porcaria, e culpa de quem? É verdade, muitas vezes culpa minha, porque cedo e dou. Tento compensar a ausência do pai e dou mais ainda. Depois tenho pouca paciência porque tenho um péssimo ambiente familiar e, claro, volto a dar a ver se ela se cala um bocadinho...

Depois há os dias em que não tenho paciência de todo e não lhe falo bem, castigo-a por parvoíces de criança, e claro, sinto-me ainda pior... A Íris é uma criança muito irrequieta e que requer muito de nós, meia hora com ela serve para gastar as energias de qualquer adulto, 3 dias seguidos deveria dar direito a internamento psiquiátrico.

O amor de mãe é infinito, mas não podemos perder o amor por nós próprios ou perdemos a capacidade de amar. Eu sinto-me muitas vezes a perder-me. Não tenho uma pausa, não saio com os amigos, não vou a jantares, ou às compras, não saio à noite, nada... Às vezes sinto que não tenho vida e penso que quando a Íris crescer e se tornar independente serei um ser frio e revoltado, como é a minha mãe ,e que a ela vai olhar para mim e ver isso espelhado no meu rosto, vai ver-me amargura no olhar, e é esse um dos motivos porque eu choro, porque não é assim que eu quero que ela me veja, não é assim que eu quero ser lembrada... 

Neste momento não tenho forças que me façam seguir outro caminho, sinto que o amor de mãe da minha mãe, se existiu, já se extinguiu na amargura, e o que é pior é que sinto-a consciente disso. Mas essa consciência faz com que eu me torne na culpa de tudo e com que a "única razão de viver" seja a neta, e são as palavras dela, para ferirem mais um bocadinho e para me fazer ver que se me for embora e levar a  minha filha, a vida dela acaba.

Eu não gosto de me lamentar, comecei a escrever este blog por achar que já é massador para os meus amigos aturarem-me sempre com os mesmos problemas. Nisso posso agradecer à minha mãe, pois passados mais de 10 anos voltei a escrever. O curioso é que como a maioria das minhas coisas foi para o lixo com o início das obras, já nem os meus escritos iniciais restam. Eu não tive tempo de seleccionar o que queria guardar e não tenho espaço em casa, tudo o que era capa, folha ou caderno foi parar ao contentor do lixo sem dó nem piedade. Assim se destruíram as memórias do meu passado, e já que não há passado, só peço forças para construir um futuro diferente para mim e para a minha família.