Esta página é uma forma de me ligar a mim e a todos que amo. As fotografias da memória trazem-nos a cada momento recordações, mas também se perdem na agitação da cidade, nos anos que passam e nas vidas que se cruzam com a nossa... Não quero perder mais recordações e, já que as novas tecnologias estão aqui, vamos aproveita-las.
domingo, 31 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Antes que o mês termine..
...e só porque me apeteceu ouvir a estas horas: http://www.youtube.com/watch?v=kqdJ6CsXt4Y
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Conversas com a minha piolhinha...
Acho que já referi anteriormente que a Íris tem mau acordar de 2ª a 6ª feira. Hoje fartei-me de rir com a nossa conversa, passo a citar:
- Mamããã...
- Diz filha.
- Já bebi o leitinho!
- Bebeste todo?
- Sim mamã, tapei os olhos...
Ela de facto tapou os olhos, porque eu lhe abri a persiana, mas não deixou de ter piada...
- Mamããã...
- Diz filha.
- Já bebi o leitinho!
- Bebeste todo?
- Sim mamã, tapei os olhos...
Ela de facto tapou os olhos, porque eu lhe abri a persiana, mas não deixou de ter piada...
domingo, 24 de outubro de 2010
"vai dar banho ao cão!"
É muito comum ouvir esta expressão, agora que tenho um cão, já a entendo, primeiro não é fácil, porque eles não gostam, depois, por muito que se seque eles abanam-se e molham tudo... Pois eu hoje dei banho ao cão, ele não gostou muito, mas depois de um biscoito lá fizemos as pazes e está com o pelo bem mais brilhante e sedoso, até teve direito a colo.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
São só 2h, vamos ter que divulgar muito para dar de comer a 250 amigos...
Eu já sou sócia e farei os possíveis por aparecer, apesar de a minha ajuda já estar garantida. E tu vais?
http://asaastirso.blogspot.com/2009/11/asaast.html
Ser mãe...
Uma vez li em qualquer lado que "ser mãe é andar sempre com uma nódoa na camisola e ter orgulho nisso", hoje apetece-me acrescentar que "é planear dormir depois de uma noite mal passada e ser chamada por um choro que de imediato se acalma no nosso colo, é sentar-me nesta cadeira onde tantas vezes amamentei e adormeci a minha bebé abraça-la, limpar-lhe o narizinho e desfrutar da paz de um abraço de criança..." E ficava aqui a noite toda, porque por mais que se escreva as palavras nunca chegam para explicar o que é ser mãe.
| http://www.youtube.com/watch?v=W8H1uEjDxBQ |
sábado, 16 de outubro de 2010
Há dias e dias...
Há dias em que somos heróis imortais capazes de tudo, há outros em que nos sentimos pequeninos e frágeis. Há dias que vivemos um turbilhão de emoções que nos levam de um extremo ao outro. Os meus dias costumam ser assim, sou heroína, sou imortal e de repente frágil. Sou criança que ri e que chora, sou mãe que tenta fazer o seu melhor, de repente não sou nada e depois tudo volta...
Diariamente sofro um desgaste emocional muito grande, faz envelhecer, mas ao mesmo tempo faz adquirir sabedoria que não vem nos livros, daquela que só a vida nos ensina.
Todos os dias e em todos estes momentos dou o meu melhor, na consciência que muitas vezes falho, não fui boa o suficiente, às vezes até nem dediquei a atenção devida, mas com o conforto de que pelo menos tentei e que irei continuar a tentar...
Hoje foi mais um dia difícil em que ri, chorei, gritei, o meu mundo caiu-me aos pés e, a abraçar os limites do desespero, ergui-o novamente, não ganhei, não perdi, foi apenas mais um dia.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
4 anos!
Faz hoje 4 anos que vestimos as fatiotas bonitas, apanhamos a seca dos fotógrafos e oficializamos a nossa relação com o Sagrado Sacramento do Matrimónio.
Mesmo doente saí para te comprar uma prenda, não estavas aqui para a receber, mas já é da praxe... Não encontrei nada que fosse suficientemente bom, ainda pensei em ir num instante ai Soyo dar-te um beijo e voltar, mas era muito mau levar o vírus da gripe para aí...
A modos que assim de repente, como não dava jeito ir aí, dedico-te uma musiquinha, http://www.youtube.com/watch?v=kPBzTxZQG5Q&ob=av2e e estás com sorte que não é da Tarja!!
| Pedaços de nós... |
terça-feira, 12 de outubro de 2010
E vai fazer 4 anos...
Faz 4 anos que por esta hora andava eu a 1000 a ultimar todos os preparativos para o grande dia... Foi numa tarde muito quente de Outubro que nos casamos, desde essa altura a vida deu tantas voltas e correu tão depressa que não se pode resumir em breves palavras.
| (O desenho do convite) |
Lembro-me como se fosse hoje, estávamos naquela mesa do canto no casamento do Nuno e da Érica e a jeito de brincadeira, visto eles se terem esquecido de nos entregar o convite, afirmamos que iríamos casar um ano depois e eles tinham a honra de serem os primeiros a serem convidados.
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| Casamento Nuno e Érica (Outubro de 2005) |
Eu queria casar no Outono, queria como fundo uma paisagem de folhas a cair, um vestido de mangas longas com corte medieval, cabelos soltos com coroa de flores e o meu príncipe encantado. Quadro bastante completo para que dizia que não tinha interesse em casar ou ter filhos...
| O vestido que eu quis usar no nosso dia... |
Escolhido o mês, olhamos para o calendário e eu afirmei que se em Outubro havia uma 6ª feira 13 era no dia a seguir que queria casar. Em um ano compramos casa, pedi-te em casamento na piscina antes da hydroginástica em bad english (no dia 14/02/06), deixei de fumar, escolhi o vestido, tratei da papelada, convenci-te a trocar a Lua de Mel no Brasil por Cabo Verde e no dia 14/10/06 à hora marcada, mais coisa, menos coisa, casamos.
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| Nós, já casados... |
No primeiro aniversário de casamento tu estavas numa paragem na Petrogal a trabalhar de noite e eu já grávida (e a meio caminho, quem diria) a trabalhar de dia. Comemos o bolo descongelado quando te acordei ao fim do dia para ires trabalhar, no segundo ano, era a Íris pequenina e fomos jantar fora, lembro-me que algo aconteceu se errado tipo o restaurante escolhido estar fechado e acabarmos a comer uma pizza em qualquer lado. No ano passado estavas em Angola, e agora, mais uma vez...
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| Nós, antes do primeiro aniversário de casamento. |
Do mal o menos, temos tido mais sorte com a data do aniversário de namoro. Com sorte quando forem 25 anos renovamos os votos e vamos outra vez de Lua de Mel. Vou considerar que o fim-de-semana em Paris foi um festejo antecipado, o São Pedro vingou-se de eu dar sempre a esmola ao Santo António, mas correu bem, soube a pouco...
| Dineyland Resort Paris (era a minha 1º escolha para a Lua de Mel) |
Não tenho muito por hábito dizer-te isto, nem escrever, mas amo-te, sempre até quando me zango porque gosto de ti tal como és.
| Nós! |
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O nó do afecto
No início do ano lectivo fomos à reunião de pais e, passaram uma aplicação de PP para entreter antes de iniciar. Eu já conhecia, e entendo que para a maioria aquilo até nem teve grande importância, mas acho que se lido com atenção, vai tocar a todos, o texto original é em português do Brasil, de autor anónimo, e foi publicado num folheto de uma escola local, Escola Irmã Catarina.
É para reflectir:
"Em uma reunião de Pais, numa Escola da Periferia, a Diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-Ihes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhasse fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar a entender as crianças.
Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou a explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana. Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando ele voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou, também, que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho a que tentava se redimir indo beijá?lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes, de se comunicarem com o filho.
Aquele pai encontrou a sua, simples, mas eficiente. E o mais Importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo a um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso. Para que haja a comunicação, é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto, os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.
E você... já deu algum nó no lençol de seu filho, hoje?"
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Eu queria ser criança outra vez para poder ser sincera...
As crianças são dotadas de uma sinceridade tocante, dizem e fazem coisas que nos despedaçam o coração com a sua pureza e honestidade. Há muitas crianças sem pai nem mãe, há muitas que os têm, mas que pelas voltas da vida os têm longe. A essas temos de explicar porque é que o papá ou a mamã estão longe, e regra geral elas entendem e fazem-no até melhor que nós, que explicamos sem entender a dor da separação.
Ainda eu não tinha passado por esta dor e ouvi uma história que me tocou, uma amiga do Zé contava que assistiu a uma chamada telefónica em que um colega de trabalho, um pai muito triste explicava ao seu filho de 5 anos que não poderia ir a casa no fim-de-semana. A criança respondeu: "...não chores papá, eu também não choro..."
Mais cedo do que eu pensava, fui eu que fiquei com uma bebé enquanto o pai foi trabalhar para longe. Por sorte ela era muito pequenina para entender que o papá não estaria cá no Natal, e teve um avô com muita paciência que lhe explicou que o papá foi no avião trabalhar, "foi ganhar tostão," era assim que se dizia às crianças antigamente. Ela entendeu, já passou um ano e mesmo quando o pai está e passa um avião ela aponta e diz: "Avião papá!"
Nas vésperas da partida do Zé estivemos com a esposa de um colega que tem dois filhos, e em que, o mais velho começa a não aceitar esta dor da distância, quando vínhamos para casa o Zé contou-me que esse menino de 6 anos disse ao pai quando este lhe explicava que precisava de ir, "...mas eu preciso de ti aqui!"
Claro que me desfiz em lágrimas, uma criança pode dizer estas coisas sem ser censurada, porque é criança, ainda não foi corrompida por este mundo em que vivemos, ninguém irá criticar a sua honestidade.
O Zé partiu ontem, como de costume a Íris não disse uma palavra, dormiu bem e quando acordou de manhã disse: "Papá?" - "Foi no avião filha, não tem lembras?" - Disse eu de coração apertado. Nem mais uma palavra. Bebeu o leite, fez as fitas do costume e à saída para a escola virou-se para o cão, como faz sempre: "Tu não vais!" E depois acrescentou: "O papá também, não vai, foi no avião."
É isso, o papá foi no avião, tão simples, tão puro... E ela é tão pequenina, mas mesmo assim consegue racionalizar melhor a dor da partida do que eu. Também gostava de conseguir ser assim...
sábado, 2 de outubro de 2010
Só para dizer que vos amo...
Estes são os amores da minha vida, por quem rio, choro e enfrento cada dia. A minha vida não seria igual se não fizesse parte da vossa, e embora nem sempre o diga amo-vos e não saberia ser quem sou sem o vosso amor.
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