sexta-feira, 29 de abril de 2011

E assim foram as férias...

Pois é, quase um mês sem escrever uma linha, shame on me... 

O Zé desta vez chegou de Alfa Pendular, para não variar erro na marcação da viagem, acontece sempre qualquer coisa... Em três semanas reencontrei-me com uma amiga de longa data, fomos passear a Lisboa, foi a Páscoa, fomos ao Zoo de Santo Inácio. Acho que foram as férias em que fomos a mais sítios e fizemos mais coisas juntos, mas sem dúvida as mais cansativas de sempre.

Começando do início, o Zé deveria ter chegado ao Porto dia 8 de avião, mas chegou dia 7 de comboio. Nesse mesmo dia, tinha eu combinado almoçar/lanchar, com uma amiga que não via pelo menos há 10 anos. Almoço cancelado, 9 horas e qualquer coisa vamos para Campanha, a Íris muito contente já desconfiava o que ia fazer.

Chegada Estação de Campanhã
Dia longo este, ainda fomos ao Continente fazer compras para o almoço, que vergonha, eu só tinha uma cebola... De tarde fomos à praia onde reencontrei a minha amiga, coisa rápida, só para ver que estamos "iguais" e prometer marcar novo encontro. A Íris brilhava mais do que o sol...

Praia de Matosinhos
Parecia que com a chegada do Zé, tinha chegado finalmente a primavera, fizemos várias visitas à praia, até almoçamos na praia.

Praia do Molhe
Não nos faltou nada daquilo que o Norte oferece, muito sol, praias lindas, uma valente nortada, lambarices...

Praia de Esmoriz
... e uma semana depois, lá nos aventuramos e fomos os três para Lisboa. Tínhamos uma ideia daquilo que queríamos ver, uma reserva de um quarto de hotel e um GPS.

Assim que chegamos fomos seduzidos pelo Castelo dos Mouros, visível do hotel, e fomos para Sintra. Eu já sabia que era um lugar bonito, mas não pensei que fosse tão bonito. São dezenas e dezenas de fotografias, mas milhares de imagens que a minha mente guardou. Quase que dava para esquecer o mundo lá fora, quase que encontramos o paraíso...

Vista do início do nosso percurso a pé em Sintra
No segundo dia em Lisboa começamos pelos monumentos, fomos à Torre de Belém, caminhamos toda a avenida até ao Monumento aos Descobrimentos, entramos no Mosteiro dos Jerónimos, onde se casaram dois jovens ao fim da manhã e almoçamos no CCB, numa esplanada fantástica.

Mapa das Descobertas
De tarde fomos à Expo, e como não poderia deixar de ser, ao oceanário. O bilhete é caro, mas depois de entrar esquecemos o preço... Alias, um reparo a fazer, tudo é caro. Não é fácil ser turista em Lisboa, a entrada em todo o lado é paga, cheguei mesmo a ver um café que cobrava 1€ para ir à casa de banho.

À saída do Oceanário
No terceiro dia fomos à baixa. No Porto ir à baixa, significa ir à baixa, em Lisboa não é bem assim, são subidas e descidas, ruas intermináveis, mil e uma coisas para ver, tudo se paga, até o ar que se respira, bem, esse ainda não, mas quase...

Senti-me como a ir à cidade, junto ao Castelo de São Jorge, mas Portas do Sol há um parque de estacionamento que estaciona o carro sozinho. Na baixa do Porto há muitos assim, deixamos a chave e o Senhor arruma, quando chegamos perguntamos onde está... Pelo menos é mais rápido, a maquineta é gira, mas demora uma eternidade.

Miradouro Portas do Sol (ou será miratejo?)
Depois foi só descer, descer, paralelo, calçada, eléctricos... Entramos na Sé, estava a decorrer a Missa de Ramos, passamos por todos aqueles sítios de que já ouvimos falar. Subimos o Elevador de Santa Justa, e fomos mesmo ao alto.

Elevador de Santa Justa
Corremos atrás das pombas, atrás da Íris, compramos recordações, percebemos porque é que os Armazéns do Chiado arderam tão violentamente sem grande coisa a fazer, enfim, ficava aqui a noite toda a contar.

À noite, quando vínhamos de jantar, descobrimos acidentalmente uma homenagem ao grande Raul Solnado, mesmo juntinho ao nosso hotel.


A viagem de regresso a casa correu bem, foi uma semana muito curtinha, logo a seguir a Páscoa, mas ainda tivemos tempo para mais uns passeios e para ir ao Zoo de Santo Inácio, já que falhamos o de Lisboa.

Mascotes do Zoo de Santo Inácio
O Zé saiu de casa dia 27, de madrugada, e chegou a Luanda ao fim do dia. A Íris está triste, apesar de hoje ter sido a festa do Dia da Mãe é notório que o comportamento dela mudou, chora mais, faz mais birras, enfim, a miúda é rija...


E assim se passaram três semanas em família, e daí a minha ausência, apesar de ter um PC novo, dedico-lhe muito menos tempo do que faço parecer... :P

sábado, 2 de abril de 2011

Mamã olha o tefone...

Vinha eu com a Íris no carro a ser massacrada com a frase "mamã, quero um chupa..." quando do nada a Íris diz:
 - Mamã, olha o tefone...
e eu nada
 - Mamã, olha o tefone, atende...
e eu, como não ouvia nada, a fazer de conta
 - Mamã, olha o tefone, atende, é o papá...
como estava parada no sinal luminoso, entrei na brincadeira, agarrei-lhe o pé e disse:
 - Está lá?
resposta imediacta
 - Mamã, isso é o meu sapato!
ficou verde e eu arranquei.
 - Mamã, quero um chupa! (50 vezes)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cão sofre... dona também!

Penso que é do conhecimento da maioria das pessoas que o meu cão, Patanisca ou Ikas Picas, foi castrado porque não se andava a portar muito bem. Começou por um chichi aqui, outro ali, ora vamos destruir um peluche, ora vamos rasgar uma capa de edredão, e aqui a dona "deu-lhe o arroz"...

Desde que foi castrado, o Ikas voltou a ser o amor de cão que fora em tempos, antes de a Estrelinha, a casdelita do rés-do-chão, vir morar morar cá para o prédio. Está um bocado gordo, mas tornou-se num cão confiante e brincalhão. De vez em quando lá faz uma asneira, mas nada de grande importância.

Ontem de manhã, depois de acordar a Íris fui surpreendida pela pergunta "mamã, o que é isto?" a apontar para os Nenucos que estavam no chão. O Ikas já andava pelo quarto e os bonecos estavam salpicados de amarelo, uma cor familiar para quem tem um cão que marca território. Lá fui buscar a Dica da Semana para lhe dar o castigo e o gajo em vez de baixar a orelha, como sempre que faz asneiras, virou-se a mim. Bem fiquei cega!

Mas a vida não pára, meti os bonecos todos na banca para lavar depois, limpei o chão, arranjei a miúda e fui leva-la à escola. Uma destas logo de manhã, bem, é um dia estragado.

Estava eu a lavar a ultima boneca e reparei que o cabelo estava muito gorduroso, comecei a sentir alguns remorsos já a adivinhar que o bicho estava inocente e cheirei o cabelo da boneca... pois é, não era chichi de cão, era óleo das gotas dos ouvidos, tem a mesma cor e uma textura parecida, só que cheira bem. Na quarta de manhã a Íris andou com o frasco na mão, fui confirmar, está quase vazio...

Agora o que me preocupa, além das palmadas que dei ao cão, é: A minha pestinha acusou o cão de forma premeditada para se elibar ou de facto estava a questionar o que era aquilo porque se esqueceu da asneira do dia anterior?

Se de facto ela perguntou por não saber mesmo o que era, tranquilo, acontece, e o cão, mais uma vez, sofreu as consequências de viver com uma criança. Se ela deliberadamente fez a pergunta para incriminar o cão, considerando que tem 3 anos, tenho medo, muito medo daquilo que ainda aí vem...

Impensável ir dormir sem antes dar um biscoito ao Ikas...