terça-feira, 10 de julho de 2012

Hoje de tarde fui ao shopping tomar um café com uma amiga, já sozinha e antes de vir embora fui à casa de banho, havia fila e os olhares caiam em uma mãe que muito pacientemente ajudava a filha a sair de um carrinho de bebé. O meu primeiro impulso ao ver a cena foi dar um passo em frente para ajudar e então reparei, não era um bebé, a menina devia ter os seus 7 ou 8 anos, usava uma máscara, tinha um cabelinho muito raro e um penso na mão. Muito magra de estômago dilatado lá foi pelo seu próprio pé. Tinha umas sapatilhas daquelas que piscam e só me ocorreu limpar o pensamento e pensar: Se olhares para mim vou dizer-te que tens umas sapatilhas muito giras. Mas ela não olhou para ninguém, pior que a doença são certamente os olhares e o meu apenas mais um...

Quando chegou a minha vez entrei, já de lágrima no olho a pensar o quanto a vida é injusta e em como devo sentir-me feliz por a minha menina ser saudável. Não voltei a ver aquela menina, espero que fique bem e que tenha uma vida longa e feliz.