sábado, 28 de dezembro de 2013

Passagem por Lisboa

Antes do Natal, e para fugir à rotina dos shoppings fomos até Lisboa. O motivo da viagem foi o concerto das Manhãs da Comercial no MEO Arena, onde a pestinha, que gostou muito, ressonou no meu colo.


No dia seguinte almoçamos na Avenida da Liberdade e fomos à Aldeia Natal no Parque Eduardo VII. Teria sido muito giro se o recito não estivesse abarrotado de visitas de estudo e as filas para tudo não fossem gigantes...


Ao fim do dia descemos a Avenida da Liberdade em pára-arranca e fomos à Baixa, objectivo Circo de Luz. Valeu a pena, a Praça do Comércio encheu-se de magia. Adoramos!


Com mais um dia de sol passamos uma manhã na Expo, andamos a pé, de teleférico, junto ao rio, nos jardins... resumindo apanhamos ar.


Depois do almoço fomos à FIL à Diverlândia, preferia ter ido à reinventada Feira Popular, mas não dava tempo...


Para terminar o dia fomos ao Bairro do Panda, confesso que estava à espera de mais, mas pelo que percebi a pequenada estava a gostar muito.


No dia seguinte rumamos a casa, passamos por Óbidos para almoçar e conhecer a Vila Natal, um espaço muito interessante mas com diversões pagas aparte (pistas de gelo e carroceis).


E pronto, voltamos a casa, havia um dia para os últimos preparativos e depois foi Natal...


sábado, 14 de dezembro de 2013

Uma bolacha por um sorriso

Hoje, pela baixa, cruzamos-nos com uma jovem com um cartaz "Free Hugs", já virou moda, mais à frente duas jovens ofereciam bolachas por um sorriso, pauliteiros dançavam e pediam moedas, decidimos-nos pelas bolachas... e foi só sorrir. :)


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Coelhinho Apaixonado

Hoje passei a manhã no Hospital de Santo António a acompanhar o meu pai numa consulta. Quase a vir embora deparei-me com um livro que eu adorava há 30 anos, na altura tinha pouco mais que a idade da minha filha agora... O meu primeiro desejo foi trazer o livro para casa, mas como eu não levo comigo o que não é meu fiz algo que também é proibido, tirei fotografias. Cá estão elas:



























sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Um pinheirinho por um sorriso...

Eu e a minha mania de fazer coisas diferentes, tenho as mãos cheias de tinta verde, uns restitos no chão, e a esta hora a gata também já deve estar pintada... 

Com a chegada do Natal chega sempre o meu drama, como é que vou fazer para a gata não deitar a árvore ao chão? Por mais que dê voltas às ideias ainda não tive sucesso... Este ano decidi comprar uma de cartão, um pinheirinho por um sorriso, e como tenho a mania, decidi pinta-a antes de decorar. Não satisfeita decidi que tal façanha devia ser feita em família. 

Para começar temos uma piolha histérica que quer pintar, não importa onde, não importa o quê, ela quer pintar. Temos um pai que não sabe se quer mas pinta. Temos um cão (que não entende o que se passa) que quer participar. Temos uma gata que está mortinha por deixar pegadas. E sobro eu que quero ver tudo feito com o mínimo de estragos possível... 

E como é que a história acaba? Piolha a dormir, pai a dormir, cão a dormir, gata a rondar o pinheirinho e mãe de mãos sujas a teclar e a tomar conta...

Para já a árvore está pintada e montada, usei guaches mas recomendo algo que não molhe tanto o cartão pois ficou ligeiramente deformada. Amanhã vamos decorar. Entretanto vou por umas velinhas a todos os santos que me lembrar a ver se dura até ao Natal. (ou atiro a minha gata doida pela janela?)


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Assim de repente só me apetece fazer um boicote à Bershka...

Sim, é verdade, eu costumo entrar nessa loja de roupa, mas se calhar hoje foi a ultima vez que entrei... A Bershka é uma loja que sempre me colocou reticencias, nessa loja existe o chamado tamanho 0, a etiqueta marca XS, mas apesar de a loja ser de roupa para adultos esse tamanho serve à minha filha que tem um enorme metro e dezasseis e pesa vinte quilos. Ora não será difícil concluir que eu nessa loja visto o L quando este me serve, pois há modelos em que o L serve às minhas amigas magras e e... 

Mas o meu boicote não vai por aí, eu já sei que os tamanhos são minúsculos e a qualidade duvidosa, se entro e tento caber lá dentro é um problema meu. Aquilo que me custa é andar a ver a loja e aperceber-me que os funcionários estão a levar grande descasca. E o senhor careca de idade para ser pai deles estava a ser tudo menos paternal, estava a falar mal para eles, notava-se que alguém tinha feito asneira da grossa.

Encontrei um casaco de malha, daqueles que fica cheio de borboto no dia em que se veste, mas giro à brava e decidi ir experimentar. Serviu, mas não consegui ficar contente, no vestiário ouvia-se tudo o que o homem dizia. Berrava com eles de forma arrogante, dizia que quem passava de fora da loja via que os empregados não estavam a fazer nada, que ia chegar camião e a chefe de loja não estava, que eles não faziam nada... 

Saí, olhei à volta, a loja estava arrumada, se não faziam nada é porque não tinham o que fazer... Apeteceu-me dizer duas ao homem, mas já não o vi. Apeteceu-me deixar o casaco, mas isso não me ía permitir pagar e reclamar. A miúda da caixa tremia, atendeu-me de forma cordeal, mas não me consegui calar e então falei demais para não variar: "- A menina pode fazer o favor de dizer àquele senhor que é de muito mau gosto repreender os funcionários à frente dos clientes?" - ela coita, quase a soluçar respondeu - "Não posso." - e então eu percebi. Tive vontade de ir vestiário dentro insultar o homem, mas isso não os ia ajudar em nada. Então apenas disse: "-Deixe lá, o que vocês ganham não paga o que ouvem. Boa tarde!"

É que nem olhei para trás ou aquela besta ía ouvir-me. Besta sim, quem não tem respeito pelos funcionários que fazem com que o seu não falte no fim do mês é uma BESTA. 

Se alguém que me lê conhecer alguém que mande nesta loja, por favor faça chegar a mensagem. Isto passou-se pelas 14:30 na Bershka do Mar Shopping.

domingo, 24 de novembro de 2013

A gata procura as meias e o cão arrasta a cama...

Há dias em que me sinto entregue à bicharada. Cada vez mais compreendo a expressão "a casa está arrumada até as crianças acordarem" a que acrescento, com conhecimento de causa, "e até soltar os bichos". Eu sei, eu gosto muito deles, mas há dias em que me apetece atira-los pela janela... dias em que chego a casa e o caixote do lixo está revirado, dias em que o cão me olha com um focinho cheio de areia, dias em que ando pela casa a apanhar as meias que a gata me roubou da gaveta, dias em que a pequena grita porque lhe caiu o lápis para debaixo do armário, dias em que procuro o lápis e encontro a colecção de objectos roubados da gata... A esses dias acrescento todos os outros em que os tapetes viraram ninho, as chiclets bola e a melhor camisola guardanapo. 

Realmente ser mãe cansa... E sim, eles dão-me muito amor, mas enlouquecem-me.


 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Aprender a ler...

A escola primária foi há 30 anos e, sinceramente, não me lembro. Gostava de me lembrar de como foi aprender a ler e contar, mas não consigo. Por mais que tente só me lembro dos sarrabiscos da professora de sílaba em silaba e das tabuadas repetidas todos os dias no caderno. 

A minha filha está a aprender a ler, tento todos os dias mostrar-lhe como é bom ler e como isso nos torna independentes e mais felizes, mas o desespero toma conta de mim sempre que a gaja quer estudar Cartilha, sempre que ela me interrompe a cada palavra para perguntar "Lua começa por l, não é?" sendo que a maior parte das vezes não acerta.

Ora foi a "lua" que me levou à loucura, ela trouxe uma folha de rascunho para casa onde tinha algumas frases para ela copiar, uma delas era: "A lua vai alta", ela lá copiou letra a letra, naquela letra bicuda que eu não sei escrever (sorte que é a professora que escreve ou os miúdos iam todos aprender os gatafunhos dos pais) e no fim eu lembrei-me de a mandar ler o que tinha escrito... Mas porque é que não a mandei antes para a cama? Arre!! Diz ela: "ua não vem na cartilha, não sei como se lê". 

Contei até 10, respirei e lá me enchi de boas vontade apontando letra a letra, depois de identificar cada uma lá comecei "um l e um u lê-se": lu, lá disse ela a medo, "o a no fim da palavra Lê-se como?" E ela lá me respondeu, agora junta tudo... dizia ela... E eu repetia e ela repetia... Fui buscar a Cartilha, afinal "lua" vem na Cartilha... SOCORRO!!

A sério, quanto ganha um professor? Isto não é trabalho para meninos, à beira disto trabalhar num call center parece-me o paraíso e ser caixa no Pingo Doce um emprego... É que a professora tem de repetir isto vezes sem conta a 25 criaturinhas que não param quietas nem caladas, como é que conseguem?

Eu ao fim de a conseguir fazer ler a frase não consigo ter um discurso coerente nem escrever coisa com coisa... Eu que estava esperançada em estudar com ela e aprender Cartilha Maternal só me apetece fugir de cada vez que ela pega na Cartilha, já nem consigo por os pontos e as virgulas no sítio... A sério, ser professor do pré-escolar e primária deve ser daquelas vocações, um chamamento qualquer em que no fim deve ser fabuloso quando aquelas pestinhas teimosas finalmente descobrem o maravilhoso mundo dos livros sem dependerem de um adulto para os ler.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Salvamento do gato

Hoje vinha do ginásio e pelo caminho apercebi-me de grande aparato em plena Rua Faria de Guimarães, carro dos bombeiros, transeuntes de nariz no ar, telemóveis apontados ao ar, mas nem fumo nem fogo. Ora eu, curiosa como sou dei a volta para ver melhor... Era um gatinho empoleirado numa janela de um 2º andar, mas não era no parapeito, isso é para os amadores, o gajo estava mesmo acima da janela. 

O nervoso miudinho apodera-se de mim e fiz a única coisa que poderia fazer: procurei lugar para estacionar o carro. Bolas, zona paga, procurei no porta moedas e tinha 15 cêntimos, tinha de chegar, afinal quanto tempo poderia durar aquilo?

Voltei atrás, coloquei o papelito no tablier do carro e lá fui, telemóvel em punho a sentir a adrenalina na ponta dos dedos enquanto fotografava e enviava sms à pessoa com quem ia almoçar a avisar que chegaria atrasada.

E foi do caraças, tudo muito rápido, os bombeiros da janela tentaram derrubar o gato para o chão onde dois gentis peões aguardavam com um lençol para amparar a queda. Mas o gajo fugiu e saltou para a janela do lado, pobre animal... O público exclamava, entre defensores dos animais indignados, curiosos e revoltados e do nada, o gajo caiu. Caiu e foi amparado pelo tal lençol, assim que se apanhou no chão correu, ninguém mais o viu. Afinal não era de ninguém, tinha passado a noite ali a miar e os habitantes do prédio de manhã chamaram os bombeiros. 

Final feliz. Vou almoçar porque já estou atrasada. 




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Afinal não sou a única...

Hoje conheci uma das pessoas que mais admiro e invejo, o geek de Portugal, vá um deles, o mais famoso. O que tenho a dizer sobre Nuno Markl é que ele existe e é tudo o que já sabemos dele. Além disso é muito simpático e tem uma voz fantástica que ainda é melhor ao vivo do que na rádio.

Sinto-me feliz por ter ido à apresentação do livro Miopia e Astigmatismo não pelo autografo girissimo no livro, nem por me ter rido até às lágrimas. O que me fez mesmo feliz foi saber que não sou a única  pessoa que tem o hábito de tomar nota das coisas embaraçosas que acontecem e fazer piada disso ao invés de as recalcar. Eu pensava que era doida, mas se o mestre o faz e o confessa em público, bem, devo ser normal.

Um dos sítios onde eu tinha o hábito de partilhar as coisas embaraçosas por que passo é precisamente este, ontem por inspiração divina decidi voltar a escrever, hoje ao ouvir o mestre tive a certeza de que não devia ter parado, por isso, a quem me lê, preparem-se pois vou voltar a contar as loucuras do meu dia a dia.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Voltei...

Peço desde já desculpa a quem me segue, mas há alturas das vida em que achamos que não temos nada para dizer, outras em que falamos muito e escrevemos pouco, algures no meio passou-se um ano... tinha ideias de escrever sobre o assunto nessa data, mas estava de férias e não me apeteceu.

Hoje apeteceu-me voltar à blogosfera, sem motivo, apenas porque é outono, porque adoro as cores, porque está a ficar frio, porque a vida nem sempre é a história que escrevemos, porque sim.

Prometo voltar!