Hoje vinha do ginásio e pelo caminho apercebi-me de grande aparato em plena Rua Faria de Guimarães, carro dos bombeiros, transeuntes de nariz no ar, telemóveis apontados ao ar, mas nem fumo nem fogo. Ora eu, curiosa como sou dei a volta para ver melhor... Era um gatinho empoleirado numa janela de um 2º andar, mas não era no parapeito, isso é para os amadores, o gajo estava mesmo acima da janela.
O nervoso miudinho apodera-se de mim e fiz a única coisa que poderia fazer: procurei lugar para estacionar o carro. Bolas, zona paga, procurei no porta moedas e tinha 15 cêntimos, tinha de chegar, afinal quanto tempo poderia durar aquilo?
Voltei atrás, coloquei o papelito no tablier do carro e lá fui, telemóvel em punho a sentir a adrenalina na ponta dos dedos enquanto fotografava e enviava sms à pessoa com quem ia almoçar a avisar que chegaria atrasada.
E foi do caraças, tudo muito rápido, os bombeiros da janela tentaram derrubar o gato para o chão onde dois gentis peões aguardavam com um lençol para amparar a queda. Mas o gajo fugiu e saltou para a janela do lado, pobre animal... O público exclamava, entre defensores dos animais indignados, curiosos e revoltados e do nada, o gajo caiu. Caiu e foi amparado pelo tal lençol, assim que se apanhou no chão correu, ninguém mais o viu. Afinal não era de ninguém, tinha passado a noite ali a miar e os habitantes do prédio de manhã chamaram os bombeiros.
Final feliz. Vou almoçar porque já estou atrasada.


Que aventura... Para o teu coração e para o do gato!
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