Eu estava à espera de ser operada e pimbas, dia 29 de dezembro lá fui à faca, é que se há altura em que uma pessoa com família e amigos quer ir para o hospital é na altura das festas... adiante. O procedimento seria simples, por laparoscopia, o médico explicou-me o procedimento, mas eu prefiro imagina-lo um episódio do Mikey onde o Pateta me mete ar pelo umbigo com uma bomba de encher pneus de bicicleta, a Minie mete a câmara por um buraquinho do lado esquerdo e a Margarida trata do laser do lado direito, enquanto isto o Donald dá-me a anestesia e aparece uma Orelhutil para dar os pontos... (Quem tem filhos pequenos está a ver a cena)
Ora lá vou eu de véspera, janto aquela espécie de comida que nos dão no hospital, muito frio no bloco, um anestesista espanhol que não parava de me fazer perguntas, e depois não me lembro, acordei com uma miúda simpática a dizer: - Bom dia, correu muito bem! Passado algum tempo levam-me para o quarto, vestem-me e reparo que tenho 5 pensos na barriga, era suposto serem 3, mas eu estava meia grogue e pensei que estava a contar mal...
No dia seguinte quando me mudaram os pensos fiquei a saber que tinha mesmo 5 furos, um deles com agrafos, igualzinhos aos das folhas de papel, mas tive alta, wiiiiiii, passagem de ano em casa e com autorização médica para beber... claro que a alegria durou pouco, assim que aviei a receita percebi que tinha um antibiótico para tomar.
Dia 31, enquanto todos se preparam para a festa eu preparo-me para passar ao lado da gripe da minha mãe, consegui, mas vamos do início: logo de manhã telefonema do pai para saber se estava bem, a seguir ao almoço lá faço a vontade ao homem e devagarinho vou até ao carro com a miúda, estaciono à porta, mas logo sou convencida a ir até uma esplanada, como já não era eu a conduzir, aceitei, grande erro, avô e neta decidem no caminho que precisam de ir ao Jumbo, recordo, tarde de dia 31 de Dezembro... lá me apoiei num carrinho tipo andarilho de velhinha e tive direito a percorrer todos os corredores com excepção dos de artigos para animais e vestuário. As caixas, todas a funcionar, tinham filas enormes, e eu já via tudo a andar à roda. Finalmente, fomos para a esplanada, mas o frio era tanto que nem deu para aquecer a cadeira.
Frio. Frio é a palavra chave de 2015, desde a ida à esplanada que fiquei de pés e mãos gelados. Aquecedor, manta e sofá não me aqueceram... O jantar era peru, como eu gosto da asa estava salgado, mas o sal ajudou-me a arrebitar, a seguir o meu pai decide medir-me as tensões e dar-me um café a ver se eu arrebitava mais um bocado. TV na Casa dos Segredos, o meu pai e a minha mãe, que não seguem o programa, a contarem-me tudo sobre cada um dos concorrentes a miúda com a birra de sono. Meia noite e cinto estava eu a ir para casa com a miúda electrica de sono, quanto a mim, sono nem vê-lo e as 5h ainda eu desesperava de comando da TV na mão a tentar distrair-me.
Os dias lá se passaram e hoje fui tirar os agrafos, mas não tirei, a enfermeira do Centro de Saúde não tinha tira agrafos, quer dizer, tinha mas não era bom, tirou-me os pensos, disse que estava tudo bem e que já podia tomar banho (aleluia) e até me deu um penso para trocar, disse-me para voltar no dia seguinte. Lá fui eu para casa, tomei banho, tirei o penso, que estava colado em cima de um ponto (está minha sorte macaca) e decidi que devia recortar o penso que iria colocar para não voltar a acontecer. Ora um rectângulo tem 4 lados e eu consegui errar 3 vezes o lado que queria cortar e claro, o que sobrou não colou... enquanto a minha cabeça loira pensava numa solução tirei uma foto para mandar ao marido, lá fui ao armário da casa de banho buscar um penso e recebo a resposta do marido: - Isso parece que foi agrafado por um pedreiro.
Ri-me tanto, mas tanto que quase me saltaram os agrafos...
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