domingo, 18 de julho de 2010

Ai as birras...

Se há coisa que sempre me tirou do sério é uma criança birrenta. Ora, por lição ou por castigo saiu-me uma na rifa... Mãe que é mãe, e que quer o melhor para os seus filhos luta para fazer o melhor que pode e que sabe, ora mais uma vez, lá ando eu na net a ver páginas, blogs, foruns, tudo o que me possa ajudar... Encontrei uma página interessante: http://pequenada.com/artigos/como-lidar-com-birras-criancas, mas o que diz em nada é novidade ora vejamos:

"Embora ruidosas, desesperadas e embaraçosas (principalmente em público!) as birras não são mais do que manifestações da vontade da própria criança que, por volta dos 2 ou 3 anos, apercebe-se que já se pode fazer ouvir… e de que maneira!" Ora até aqui batatas, não posso concordar mais, o meu ouvido esquerdo que o diga, pois acho que já perdi metade da minha capacidade auditiva nos últimos 28 meses...

"Nunca ceda às birras de uma criança, nem porque se sente culpado por não passar muito tempo com ela ou porque tem-se portado tão bem nos últimos tempos ou então porque está a morrer de vergonha numa loja. Ao ceder, vai passar a mensagem que as birras são normais e perfeitamente aceitáveis para as crianças obterem aquilo que desejam e, pior, dará asas a um ciclo vicioso que se tornará cada vez mais difícil de controlar e ultrapassar." Claro, isso a gente já sabe, mas pergunto-me se quem escreve estas coisas tem filhos... É exactamente o que me questiono quando no meio do shopping a Íris decide desatar aos gritos e passam pessoas a abanar a cabeça e a censurar a mãe desnaturada que deixa a criancinha fazer aquelas figuras. Normalmente, vou embora o mais rápido que posso e tento ao máximo ignorar o motivo da birra sem ameaças ou castigos, mas confesso que na maior parte das vezes a birra acaba por terminar com uma palmada.

Ora vejamos os conselhos dos estudiosos: 

- Mantenha a calma.
- Ignore-a.
- Evite utilizar a força física com a criança. 
- Deixe a criança sozinha.
- Não ameace com castigos que não vai conseguir cumprir. 
- Converse muito. 

Mas que bons conselhos que estes profissionais dão, volto a perguntar: - Será que têm filhos, e se têm toma conta deles?

Ok, vamos por partes, claro que temos que tentar manter a calma, já chega a criança aos gritos, não vamos ficar iguais ou ainda nos internam... Mas manter a calma na medida do possível, o que leva à segunda dica, ignorar a birra, pode ser feito, dependendo da hora e local, eu quando consigo manter a calma e ignorar a birra costumo, só por piada, cronometrar, já cheguei a ter gritos constantes durante 1h13... Chegamos à parte da força física, então a criancinha birrenta está aos gritos e pontapés deitada no chão no meio do shopping e a gente vai deixar?! Claro que vai à força para o carro, e quando lá chegar e começar a espernear para não ir para a cadeira vai levar uma bofetada. Não considero isso agressão, quando eu era criança chamava-se educação e eu por muito menos levei bastantes... Quanto a deixa-la sozinha, até parece que ela não tem perninhas para vir atrás de nós, só se a fechar à chave em qualquer lado. A parte do ameaçar não faz muito o meu género, mas quando tem de ser, também é. Conversar, bem, isso faço a toda a hora, mas uma criança de 28 meses promete-nos coisas que 5 minutos depois já esqueceu ou faz de conta que não entendeu.

Resumindo, ajuda = zero!! 

Critique-me quem quiser, eu continuo a achar que o suborno é a melhor táctica, já era dessa opinião antes de ser mãe e continuo a ser... "Porta-se bem que a mamã compra-te um gelado." ou "Faz um ó-ó grande e depois vamos comprar um Noddy." São frases comuns no meu dia a dia, às vezes ela esquece, outras tenho que cumprir e graças a isso tenho a casa cheia de brinquedos... Do mal o menos, vou tendo poder económico para estes pequenos luxos. 

Só é pena é que eu também me porto bem e não levo grandes recompensas... Vou comprando umas roupitas, sim, porque uma mulher que se preze, abre o armário a abarrotar de roupa mas, nunca tem nada que vestir, e então para calçar nem se fala... E agora que estamos nos saldos e eu estou de férias estou mortinha que seja 2ª feira para deixar a minha "pestinha" no infantário (divina invenção da sociedade actual) e ir às compras ver se arranjo uns trapinhos novos...


 

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