sexta-feira, 9 de julho de 2010

E a mim quem me pega ao colo...

Começo a fartar-me de levar com pedras, hoje li no facebook algo do género, "se te atiraram pedras aproveita-as e faz uma escada..." ao que me apeteceu logo responder, errado, faz um muro para te protegeres e se continuarem a atirar retribui.

De facto, aquilo que catolicamente nos ensinam é que devemos dar a outra face, ser mártires, enfim, um dia lá teremos um lugar no céu à nossa espera... Não me parece, se Deus é Amor e se quem ama cuida e protege, não me parece que para estarmos com Deus seja necessário sofrer.

Na verdade penso que a maioria das pessoas só vai fazendo o bem porque lhes foi prometida recompensa na outra vida e muitos dos que vão ao domingo "bater com a mão no peito" à missão o fazem porque fica bem e não por vontade de estar com Deus. Depois as pessoas tornam-se más, revoltadas e infelizes, se calhar porque se esqueceram de como é bom ver o por do sol, o sorriso de uma criança, ou até  lambidela de um cão...

Eu cá continuo a remar contra a maré, tratam-me por louca, gritam-me como se eu fosse uma criança mimada e não ouvem o que eu digo... e agora aqui a doida adoptou um cão, valha-nos Deus, pirei de vez, pensa quem não sabe amar. Eu aprendi a amar incondicionalmente e necessito, não de recompensa, mas de que me amem da mesma forma. Não quero que a minha filha chegue à minha idade e veja uma mãe amargurada e triste, que lhe deu tudo, mas não guardou nada da lição de vida que é ser mãe.

Às vezes também preciso que me levem ao colo, as minhas baterias também têm que ser carregadas, e há dias maus, em que o carregador teima em não aparecer e nem o meu amigo chocolate me vale... Nessas alturas peço coragem, e mesmo quando ela não vem, lá sigo em frente, devagarinho e carrego quem me atira as pedras.


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